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Saúde20 de Novembro, 2024

O que é Otorrinolaringologia?

Entenda o que faz um otorrinolaringologista, as doenças mais comuns e quando procurar este especialista.

Por Dra. Jasmin Dezotti
O que é Otorrinolaringologia?

Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica. Em caso de sintomas intensos, persistentes ou sinais de alerta, procure atendimento.

A otorrinolaringologia (popularmente conhecida como "otorrino") é a especialidade médica que cuida de três áreas fundamentais do nosso corpo: o ouvido (oto), o nariz (rino) e a garganta (laringo). Além disso, o otorrinolaringologista também atua em problemas do equilíbrio, voz, sono (ronco e apneia), tumores nasais e em muitas condições de cabeça e pescoço.

Se você sente que "vive com nariz entupido", tem zumbido, tonturas, rouquidão recorrente ou ronca com sono não reparador, vale considerar uma avaliação com o otorrino. Como otorrinolaringologista no Rio de Janeiro, vou explicar de forma clara o que fazemos e quando você deve nos procurar.

O que faz um otorrinolaringologista?

O otorrinolaringologista é o médico especialista que diagnostica e trata doenças relacionadas a:

  • Ouvido (Otologia) – otites, perda auditiva, zumbido, sensação de ouvido tampado, perfuração timpânica
  • Equilíbrio (Otoneurologia) – vertigem, tontura, labirintopatias, VPPB (vertigem posicional), doença de Ménière
  • Nariz (Rinologia) – rinite, sinusite/rinossinusite, desvio de septo, pólipos, sangramento nasal, perda de olfato
  • Garganta e voz (Laringologia) – rouquidão, faringites, amigdalites, refluxo laringofaríngeo, nódulos vocais
  • Sono – ronco, apneia obstrutiva do sono, respiração oral e suas consequências
  • Cabeça e pescoço – aumento de linfonodos, alterações de glândulas salivares e avaliação de lesões na boca, garganta e laringe

As três áreas principais da otorrinolaringologia

1. Otologia: cuidado com o ouvido (e com a audição)

A otologia é a área que cuida da saúde auditiva. O ouvido não serve apenas para ouvir: ele também participa do equilíbrio. No consultório, avaliamos desde condições comuns, como otite média e cera impactada, até queixas mais desafiadoras, como zumbido e perda auditiva.

Exames comuns: otoscopia, audiometria, imitanciometria/impedanciometria e testes específicos quando há queixa de tontura.

Curiosidade: Cera do ouvido não é "sujeira": ela ajuda a proteger o canal auditivo. O problema é quando há acúmulo e impactação — e aí o ideal é retirar com técnica adequada, não com hastes flexíveis ("cotonete").

2. Rinologia: cuidado com o nariz e seios da face

A rinologia foca nas doenças nasais e dos seios da face. Rinite e rinossinusite (a popular "sinusite") estão entre as queixas mais frequentes. O nariz é um órgão "de entrada": filtra, aquece e umidifica o ar. Quando ele inflama ou obstrui, a qualidade de vida despenca — e sintomas como dor facial, secreção, espirros, coceira e perda de olfato podem aparecer.

Exames comuns: avaliação clínica, videoendoscopia nasal e, em alguns casos, exames de imagem (como tomografia) e testes alérgicos quando a história sugere alergia.

Curiosidade: Você sabia que existe o "ciclo nasal"? Em muitos momentos do dia, uma narina fica mais "livre" que a outra — e isso pode ser normal.

3. Laringologia: garganta, voz e deglutição

A laringologia cuida da saúde vocal e das estruturas da garganta. Rouquidão, pigarro, dor de garganta recorrente, sensação de "bolo" na garganta e fadiga vocal são queixas comuns. A laringologia avalia estruturas como as cordas vocais e ajuda a diferenciar problemas inflamatórios, lesões benignas (ex.: nódulos) e situações que exigem investigação mais rápida.

Exames comuns: laringoscopia (por endoscópio), avaliação vocal e, quando indicado, encaminhamento para fonoaudiologia.

Curiosidade: Ao falar, as pregas vocais podem vibrar centenas de vezes por segundo — por isso, hidratação e técnica vocal fazem diferença para quem usa muito a voz.

Doenças otorrinolaringológicas mais comuns (e o que observar)

Rinite (alérgica e não alérgica)

  • Sintomas típicos: espirros, coceira no nariz/olhos, coriza clara, obstrução nasal
  • Gatilhos comuns: poeira/ácaros, mofo, pelos, fumaça, mudanças de temperatura e cheiros fortes
  • Por que tratar? Rinite descontrolada piora sono, rendimento e pode agravar sinusite e ronco

Rinossinusite (a "sinusite")

  • Sintomas típicos: congestão, secreção nasal, dor/pressão facial, redução do olfato; às vezes tosse e febre
  • Nem toda sinusite é bacteriana: muitos quadros são virais e melhoram com medidas de suporte
  • Quando investigar mais: sintomas persistentes, recorrentes ou com sinais de gravidade

Otite (muito comum na infância)

  • Sintomas típicos: dor de ouvido, febre, irritabilidade, queda de apetite; em alguns casos, secreção
  • Importante: dor intensa e persistente, especialmente com febre alta, merece avaliação médica

Zumbido (tinnitus)

  • Definição: percepção de som (apito, chiado, "cigarra") sem fonte externa
  • Não é uma doença — é um sintoma que pode ter várias causas: perda auditiva, exposição a ruído, alterações metabólicas, disfunção da ATM, estresse, entre outras
  • Quando preocupa: zumbido súbito, unilateral, pulsátil ou acompanhado de perda auditiva/tontura

Tontura e vertigem

  • Vertigem é a sensação de "tudo girando". Nem toda tontura é "labirintite"
  • Algumas causas são benignas (ex.: VPPB) e respondem bem a manobras específicas
  • Sinais de alerta (abaixo) indicam avaliação urgente

Ronco e apneia obstrutiva do sono

Ronco não é apenas barulho: em alguns casos, é sinal de colapso parcial da via aérea. Já a apneia envolve pausas respiratórias durante o sono e pode impactar pressão arterial, metabolismo e qualidade de vida.

Quando procurar um otorrinolaringologista?

Agende uma consulta se você tiver:

  • Ouvido: dor, secreção, perda auditiva, zumbido, sensação de ouvido tampado, tontura
  • Nariz: obstrução persistente, rinite frequente, sinusite recorrente, sangramento nasal, perda de olfato
  • Garganta/voz: rouquidão por mais de 2 semanas, dor recorrente, dificuldade para engolir, pigarro persistente
  • Sono: ronco alto, sonolência diurna, pausas respiratórias percebidas por terceiros

Sinais de alerta: quando procurar atendimento com urgência

  • Perda auditiva súbita (de um dia para o outro)
  • Vertigem intensa com desmaio, fraqueza, alteração de fala, visão dupla ou assimetria facial
  • Sangramento nasal que não cessa com compressão e medidas iniciais
  • Falta de ar, chiado/estridor, dificuldade importante para engolir ou salivação excessiva
  • Rouquidão persistente em fumantes ou associada a perda de peso/dor forte

O que esperar na consulta com o otorrino?

Durante a consulta, realizamos:

  • Anamnese detalhada (história dos sintomas, gatilhos, hábitos, medicações)
  • Exame físico de ouvido, nariz e garganta
  • Endoscopia (nasal ou laríngea) quando indicado, para visualizar estruturas internas
  • Exames complementares conforme o caso: audiometria, impedanciometria, testes vestibulares, exames de imagem, avaliação do sono
  • Plano de tratamento personalizado, com acompanhamento e prevenção

Prevenção: hábitos simples que protegem ouvido, nariz e garganta

Alguns cuidados simples podem ajudar a prevenir problemas otorrinolaringológicos:

  • Lavagem nasal com solução salina (quando indicada) pode ajudar na higiene e no conforto nasal
  • Proteja a audição: volume moderado e pausas no uso de fones; use proteção em ambientes ruidosos
  • Hidratação e cuidados vocais (especialmente para quem fala muito)
  • Evite tabaco e exposição a fumaça
  • Controle alergias e comorbidades (asma, refluxo, etc.) com acompanhamento adequado

FAQ: dúvidas comuns sobre otorrino

1. "Sinusite" sempre precisa de antibiótico?

Não. Muitos quadros são virais e melhoram com medidas de suporte. Antibiótico pode ser indicado em situações específicas, após avaliação clínica.

2. Lavagem nasal pode ser feita com água?

Em geral, recomenda-se solução salina adequada. O ideal é receber orientação sobre técnica, frequência e cuidados para evitar irritação ou desconforto.

3. Roncar é normal?

Ronco pode ocorrer ocasionalmente, mas ronco frequente e alto, com sono não reparador ou pausas respiratórias, merece avaliação por risco de apneia do sono.

Por que escolher um otorrinolaringologista especializado?

  • Diagnóstico preciso com equipamentos modernos
  • Tratamento baseado em evidências científicas
  • Atendimento personalizado e humanizado
  • Experiência em cirurgias nasais e procedimentos especializados

Como otorrinolaringologista, estou à disposição para cuidar da sua saúde auditiva, respiratória e vocal.

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